sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A Culpa e a Maternidade andam juntas 1




Pois eh!

Uma noite destas, não, melhor, uma madrugada destas, estava com o Gael pendurado na mama, mamando, muito, não estava, como dizem, "chupetando", estava mamando mesmo, depois de quase duas horas, isso mesmo, duas horas, eu já não estava com a fartura de leite, afinal ele tinha sugado tudo, e ainda estava com fome ... e meio irritado, começou a tentar puxar o leite e como não vinha, começou o chororo.

Um chororo bem forte! Daqueles que da desespero e te faz sentir a pior mãe do século!

O que fazer, o garoto ainda tinha fome, e pelo jeito, muita fome. Pensei, pensei, e então tomei uma das primeira difíceis decisões de muitas que tomarei por ele. Preparei uma mamadeira com leite (NAN 1), lógico que tomando todos os cuidados possíveis e impensáveis, como as medidas certinhas, usar agua filtrada, fervida e esfriada na temperatura ambiente ... enquanto preparava, ele estava la, o choro, nos ouvidos, ecoando da casa, no prédio, no bairro, as três horas da manha.

Esta decisão foi tomada contra o que me foi indicado pelo pediatra (exclusividade de leite materno) mas foi instintivo, sabia que estava tomando uma decisão que naquele momento era a certa, saciar a fome de meu filho.

Mas no final, depois que ele mamou os 120 ml do leite, deixando um pouquinho quando se sentiu alimentado, e dormia tranquilamente, veio o sentimento de culpa ... e se ele não pegar mais o meu leite, e se ele passar muito mal, e se isso e se aquilo ... foi difícil me conformar naquela noite.

Super Egg

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cuidado para nao super aquecer o Baby!




Mãe tem aquela mania de querer sempre aquecer o filho, não eh?

Sempre achei minha mãe exagerada, e realmente não me incomodava com minhas maos geladas, sintoma que carrego ate hoje, pois eh, se era exagero, não saberemos pois nao tive problemas em ser aquecida.

E agora, 36 anos depois, estou eu, fazendo a mesma coisa, tentando evitar que o Gael fique com as mãos frias, e como eh difícil, pois ele adora dormir com as mãos livres e fora da coberta, ao estilo "Mãos ao alto!". E hoje, recebi uma dica da nossa baba-enfermeira (eh conseguimos uma) de que os bebes podem ficar com as mãos frias e que tentar aquece-las muitas vezes nos levam a um super aquecimento do resto do corpo, causando calor excessivo e isso nao eh bom para o baby.

Então, agora me preocupo em manter a temperatura ideal para o corpo, sempre uma camada a mais do que aquela que estamos usando, e as mãos ... bem, vou tomar cuidado para que se não congele, mas se estiverem frias e ele estiver bem, que fiquem assim.

Super Egg

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Digam ao minúsculo que eu fico!





Ontem tomei uma decisão das mais difíceis nos últimos meses: viajar e ignorar todos os sinais da tal gripe, ou simplesmente colocar a segurança do minúsculo em primeiro plano?

Alguns podem dizer: mas você ainda pensou? Sim, pensei...mesmo porque, havia o outro tipo de segurança envolvida aqui - a financeira.

Bradei aos quatro cantos de que o vírus é invisível e de que não há lugar seguro para se estar no momento. E não há mesmo. O fato é que o meu raciocínio não segue mais a mesma lógica!

Tinha uma viagem a trabalho marcada para o México com saída ontem. Estou diretamente ligado a indústria de Turismo, combalida pelos revezes financeiros e pandêmicos da atualidade. Senti-me um embaixador da atividade, acreditando piamente que correria mais riscos aqui do que indo de encontro ao meu, literalmente, destino. Preparei tudo na véspera, comprei os tradicionais regalitos que sempre levo na bagagem para as pessoas queridas, comprei dólares, fiz as malas. Aí, me veio um amargo na boca.

Um dia antes, tia Kaka esteve em casa e tia Bia nem entrou- ela trabalha em um hospital que teve uma alta incidência de casos da NH1N1. Fiquei um pouco perplexo pelo cuidado. Mas achei ok.

Tragado o amargo que o zíper da mala colocou na minha boca, continuei minha rotina pré-viagem. Tudo pronto, sentei no computador para ver a temperatura na capital ˝chalanga˝, ler as últimas notícias e verificar se o voo estava no horário. Foi aí que a coisa se cristalizou: li que uma passageira havia embarcado com gripe de Orlando a SP, com escala na Cidade do Panamá, e pouco antes o avião pousar, teve uma parada cardíaca, em um quadro diagnosticado como pneumonia. Acho que foi como alguém contaminado tivesse espirrado na minha cara.

Para completar, um amigo médico me chama no MSN. Começo a conversar com ele, e ele me afirma que a situação é mais grave do que a mídia tem noticiado (praticamente um fenômeno a mídia arrefecer diante de uma pauta destas). Diz que risco corremos em todo lugar, mas que a probabilidade é algo que podemos controlar.

Olhei pro minúsculo: ele tá lindo, enorme, saudável e sem nada, nem cólicas que possam abalar sua paz e tranquilidade. A Mamagatha tá fazendo um trabalho lindo, dedicada integralmente, segurando um baita rojão dentro de casa...serena. Ao longo dos meus preparativos, manteve-se calma, apenas me seguindo (e pedindo) com os olhos. Quem conhece esses olhos sabe o quanto são expressivos.

Dez anos na firrrrmaaa, embarques para cumprir o dever na mesma semana dos ataques de 11 de setembro, feriados fora de casa, aniversários fora de casa e um histórico razoável para me dar a certeza de que nada é mais importante que o maiúsculo amor que já sinto pelo minúsculo. Mesmo estando apreensivo hoje, pois não estarei in loco para me certificar de que meu trabalho foi realizado com sucesso, posso dizer que tomei a decisão correta. Não só com a razão, mas como o coração também.

Espero que tudo dê certo no evento no México. Pois até agora, tudo tem dado certo na recente vida do minúsculo. E é isso que importa. E é isso que não vai mudar para ele em tudo o que depender de mim.

Um giga-beijo no minúsculo. Um tera-beijo na mãe dele!

Babbo

Aniversario de 2 meses do fofildo!!!




Sábado, dia 1 de Agosto, Gael completou 2 meses!!

Por enquanto continua magricela e comprido, já não cabe no meu colo e fico pensando aonde isso vai parar (hehehe, meu João Grandao).

Reparo que ele já responde muito mais aos nossos estímulos, os tipos choros já são mais fáceis de distinguir, já abre um sorriso de quebrar as pernas, já acompanha com os olhos todos nossos movimentos ... e o olhar de gatinho (como o Gato de botas faz no desenho Shrek)? Daquele que da vontade de pegar ele no colo e dizer "Mamãe esta aqui, não se preocupe com nada", pois eh, baita medo de mimar este garoto sem perceber. Ainda mais quando ele faz um biquinho quando vai chorar ... ai que fofo.

No sábado fizemos um "Chá das Cinco" aqui em casa para comemorar mais este mês, e chamamos alguns amigos que ainda não tinham vindo vê-lo e com eles veio a Laurinha-Fofona, a primeira convidada da primeira festa dele.

Foi uma delicia. E percebi sinais nítidos de como nossa vida e nossa rotina vão se alterando naturalmente e antes da meia-noite já estávamos todos na cama, banhados e dormindo sono tranquilo.

Parabéns nosso amor!!!

Babbo e Super Egg